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Nos Reinos da Suméria - 44 gravuras + texto


 

Suméria (10.000 aC - 2500 aC)
As alternativas de fundação, conquista nômade, absorção e refinamento, que são características dessa fase da história humana, são particularmente notáveis na região do Eufrates e do Tigre, que se vê envolvida em todas as direções, pelas grandes terras que não são completamente áridas para se considerarem desertos, nem suficientemente férteis para suportar populações civilizadas.
O mais primitivo dos povos que formaram realmente cidades, nesta parte do mundo, ou talvez em todo o mundo, foram os sumerianos. Eram provavelmente brancos-morenos com afinidades ibéricas ou dravidianas. Usavam uma espécie de escrita que traçavam em gres ou barro, pela qual foi possível decifrar sua linguagem. Esta se aproxima mais dos grupos caucásicos não classificados do que de quaisquer outros existentes ainda hoje. Tais línguas podem ter tido ligações com o basco e talvez representem o que foi na antigüidade, um largo grupo primitivo de línguas que se estenderia da região onde atualmente é a Espanha e Europa Ocidental até a Índia Oriental e atingiria ao sul, até a África Central. 
Em Nipur, construíram uma grande torre ao seu deus principal El-lil, cuja memória supõe-se tenha sido preservada na lenda da Torre de Babel. 
Se dividiam em cidades-estados (ou reinos) que se guerreavam entre si e mantiveram por muitos séculos a sua capacidade militar. Sumerianos conquistavam sumerianos, mas a Suméria permaneceu inconquistada por qualquer outra raça estranha, por um espaço de tempo sem dúvida muito longo.
Desenvolveram a sua civilização, a sua escrita e a sua navegação, por um período quatro vezes mais longo do que o espaço entre o começo da era cristã e os tempos atuais. Depois, lentamente foram cedendo e desaparecendo ante os povos semíticos.
O primeiro de todos os reinos conhecidos foi o fundado pelo sumo-sacerdote do deus da cidade sumeriana de Erech. Estende-se, diz uma inscrição em Nipur, do Baixo (Golfo Pérsico) ao Alto (Mar Mediterrâneo ou Vermelho). Nas elevações do vale do Eufrates-Tigre, acha-se sepultado o registro deste vasto período da história, dessa primeira metade da Era do Cultivo da Terra. Aí floresceram os primeiros templos os primeiros reinos que conhecemos na humanidade.
Traços de comércio e talvez de fundações sumerianas, foram encontrados ao noroeste da Índia, mas não se sabe ao certo se os sumerianos atingiram a Índia por terra ou por mar.
Eles podem ter sido muito proximamente relacionados, pela raça e pela cultura, com os povos que habitavam então, o vale do Ganges. 
O mais antigo mapa já encontrado foi confeccionado na Suméria, em uma pequena tábua de argila, e representa um Estado.

Fonte: História Universal - Companhia Editora Nacional (São Paulo - Rio de Janeiro - Porto Alegre)

Suméria – vasta região ocupada a partir de 10.000 a.C. pelos povos conhecidos como sumerianos ou akkades, mais tarde reunidos sob o domínio chaldeu. 
Nos títulos dos antigos soberanos da Mesopotamia inferior, encontram-se os reis sumerianos que foram depois usados pelos reis da Assyria e pelos reis achemenides, desde que foram senhores da Babylonia. 
As fronteiras primitivas dos reinos dos sumerianos são completamente desconhecidas. No século VII a.C., uma passagem nas inscrições de Sennacherib apresenta os exércitos elamitas atravessando o reino dos sumerianos, para se dirigirem de Susa à Babylonia. Esta região estaria, portanto, situada entre o Tigre e o Eufrates, estendendo-se do sul da Babylonia até o pais dos Kar-Dunias. Em certas inscrições, o reino da Suméria parece representar a Assyria e uma passagem dos textos de Sargon (século VIII a.C.) aplica-o à Armênia. 
Os reinos sumerianos, parecem designar, na mais alta antigüidade, a baixa Chaldea, então dividida em pequenos estados muito florescentes. Nas escavações feitas em Ur, Erech, Larsam, Sippar e Zurgurla, encontraram-se muitos monumentos dessa época remota, contendo em geral inscrições em caracteres cuneiformes do mais primitivo estilo arcaico: estátuas, estatuetas e pedras gravadas, atestando apesar da sua antigüidade, um alto grau de cultura.
A língua destes povos foi conservada na Assyria e na Chaldea como uma língua sábia, até a conquista de Alexandre. Era compreendida desde o tempo de Assurbanipal, rei da Assyria (século II a.C.) que enviou escribas instruídos às cidades da baixa Chaldea para copiarem e traduzirem os documentos, por sua ordem arquivados na biblioteca do seu palácio de Ninive, onde foram encontrados partes deles, podendo-se pelas traduções assyrias, compreender a maioria, que forneceram preciosas informações sobre esta civilização, que se pode considerar o ponto de partida da civilização assyrio-chaldea.

Fonte: Encyclopedia e Diccionario Internacional - W. M. Jackson, Inc. (Rio de Janeiro - Nova York)

40 mil anos de enigmas
A vida existe na Terra há 3 bilhões de anos. A humanidade tem cerca de 1 bilhão de anos. A arte existe há 40 mil anos. E a despeito de tudo isso, faz pouco mais de um século que as pesquisas em torno da arte começaram. A cada dia, novas descobertas mudam os conceitos a respeito das civilizações e povos antigos. Não sabemos ainda nada. Por isso, podemos dizer como Teilhard de Chardin: “Finalmente aproximados, passo a passo, do cume atual e momentâneo da História Humana, retornemo-nos...”
Pouco sabemos sobre os nossos antepassados. Tentamos, à partir dos vestígios que deixaram, obter uma explicação final, mas é tudo interrogação nessa epopéia de que há 150 anos nem sequer suspeitávamos. À medida que nossos conhecimentos aumentam, o mistério se torna mais denso. É uma paisagem de picos cintilantes cujas bases estão mergulhadas nas trevas: o passado é iluminado apenas por breves clarões.
Assim, a história das civilizações nos aparece como uma seqüência de nascimentos e mortes, experiências abortadas, prematuras, tentativas vãs como as da natureza testando suas próprias forças antes do aparecimento do homem. É um naufrágio universal onde submergem Atlântidas esquecidas. Haverá na realidade, uma continuidade, a partir de uma civilização primordial, saída da noite dos tempos, cheia de lembranças de um outro mundo...?
Acreditava-se anteriormente que a Grécia teria conhecido a barbárie até o século 8. Homero, que em seus versos se referia a uma sociedade extraordinariamente civilizada, era apenas um inventor de fábulas para crianças. Entretanto, as descobertas de Micenas e de Cnossos fizeram a história recuar por mais de um milênio.
Até bem pouco tempo, acreditava-se que as cidades haviam surgido no terceiro milênio, quando no contorno do Crescente Fértil, as gramíneas foram cultivadas e o uso do metal difundido. Mas os arqueólogos ingleses descobriram, na base da velha Jericó, os restos de uma cidade cuja origem está além do sexto milênio.
Não se tem levado em consideração as descobertas já feitas. Os séculos passados que pareciam deslocados e sem continuidade possuem, ao contrário, extraordinárias semelhanças entre si. Pascal já o havia notado e a arqueologia nos ensina: da Suméria até nós a cadeia é contínua. 
Os antigos guardavam a lembrança de uma longínqua civilização que teria povoado a maior parte do Mediterrâneo muito antes da chegada dos indo-europeus. Toda a antigüidade acreditava que o mundo então conhecido havia sido originalmente ocupado por um povo denominado Pelasgos, cuja presença foi comprovada durante o decorrer do terceiro milênio na Grécia, estabelecendo-se posteriormente na Itália.
Durante o período neolítico, a costa setentrional do Mediterrâneo foi percorrida por povos desconhecidos que parecem ter vindo do leste. A chegada desses povos corresponde a um novo gênero de vida e a uma nova arte da cerâmica. Parece que a corrente civilizadora que durante dezenas de séculos seguiu o sentido leste-oeste seria apenas uma espécie de refluxo de uma corrente anterior em sentido contrário.
As pedras de xisto gravadas dos primeiros egípcios lembram as figuras antropomórficas dos paleolíticos, assim, fecha-se o círculo por toda a costa do Mediterrâneo. Teria existido, limitada pelos desertos da Mesopotâmia, do Egito, do Saara, pelas estepes e florestas balcânicas, pela Itália, França e Espanha, uma espécie de ecumena, tão velha quanto o mundo e que teria se imposto bem cedo, a civilização-mãe, com a qual se iria sonhar durante gerações como um paraíso perdido, uma idade de ouro.
Os psicanalistas, e principalmente Jung, mostraram que esta nostalgia de uma comunidade universal original, corresponde a uma obsessão da humanidade. Trata-se da projeção de todas as esperanças inconscientes do homem de um retorno à simplicidade primitiva. Essa obsessão nostálgica do útero materno iria se exprimir no mito da Atlântida, na cidade ideal dos filósofos ou mesmo na Jerusalém celeste. Tanto o tema do paraíso perdido quanto o da Atlântida, quaisquer que eles sejam, correspondem a longínquas tradições. Assim como não devemos levá-las ao pé da letra, também não devemos desprezá-las, isso seria endurecer o espírito exatamente num domínio onde o racionalismo agressivo do século 19 mostrou-se perdedor. Afinal, acabou-se por admitir que todas as mitologias têm um fundo de verdade e correspondem a fatos autênticos. 
A questão da origem dos sumérios é discutida com freqüência. Dependendo da escola, eles provêm dos hindus, do Cáucaso ou do Oeste. Quando esta pergunta for respondida teremos a chave do obscuro mistério que é o de nossas próprias origens.

Fonte: 40000 ans d'art et d'énigmes - Daniel Bernet - (1971 - Éditions Robert Laffont - Paris, France)
Tradução: Paulo Stoll Nogueira (São Paulo - SP)

Saiba mais: Imagem & Expressão

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Paulo Stoll Nogueira